Médico conta que chegou a comer lixo na infância

Todos sabemos que quando há esperança e força de vontade conseguimos tudo oque queremos independente da nossa situação, e ess

Por: Igur Ribeiro
16 fevereiro 2018 16h 47min

Todos sabemos que quando há esperança e força de vontade conseguimos tudo oque queremos independente da nossa situação, e esse foi o caso desse médico chamado Cícero Pereira Batista, de 33 anos. Sua infância retrata bem a realidade difícil vivida por milhões de brasileiros. Pobre, ele morava em uma região violenta de Brasília.

Quando completou três anos, perdeu o pai e viu sua mãe se entregar ao álcool. E como se não bastasse, o seu irmão mais velho entrou no mundo do tráfico e das drogas.Cícero vivia com mais 20 irmãos, e foi ao lado deles que muitas vezes a procura por alimentos no lixo se tornou o único caminho para que a fome não os matasse. Mas foi exatamente no lixo que o destinou acenou com a oportunidade de um recomeço.

Para tentar fugir da triste realidade ele buscava sempre se perder nos livros, e foi assim que foi aprendendo mais e mais e querendo ter um futuro melhor.Graças aos esforços de uma de suas irmãs, Cícero foi matriculado em uma escola pública. Bom aluno, ele contou com o auxílio de amigos e professores para dar um passo ainda maior: cursar o ensino técnico. O rapaz ficou em segundo lugar no processo seletivo do Cespe, banca de integração da Universidade de Brasília (UnB).Apesar da conquista, pagar as mensalidades se tornou um fardo impossível de ser carregado.

Sem condições de arcar com os estudos, mesmo com o auxílio de doações, Cícero decidiu procurar uma outra alternativa. Determinado, ele fez o Enem e conseguiu uma nota suficiente para entrar em uma outra universidade particular, mas dessa vez com uma bolsa para auxiliá-lo.Ele teve que conviver com o preconceito racial e com uma rotina de estudos pesada, mas para quem superou tantos obstáculos, essa batalha também seria vencida. “Eu nunca pensei em desistir. Meus companheiros sempre foram os livros e a música clássica me dava leveza de espírito para seguir em frente. Eu pensava que se Beethoven se tornou um dos grandes compositores da história eu também poderia me tornar um bom médico”. E conseguiu realizar seu sonho e hoje é um grande médico de sucesso.



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